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História

Anreade


Sendo uma das freguesias mais belas e progressivas da região, Anreade acompanha o Douro nas suas águas serenas, frescas e sombreadas.
Quem atravessa a freguesia pela estrada nacional, não resiste silencioso e indiferente a essa beleza do Douro que encanta, que comove, que seduz.
Voltada em grande parte a noroeste, sobe apressadamente desde as funduras do rio e, repousando um pouco de vez em quando, volta a subir novamente pelas encostas, até se alcandorar nas alturas da Alagunta.

Em cada cabeço, uma novidade contagiante.
Em cada encosta, um novo fôlego de coragem.
Em cada plano, um novo alivio de frescura e de paz.

 

HISTÓRIA DA FREGUESIA

Anreade é a freguesia do concelho documentada mais cedo. Num documento de 946, Olito Tedões legou vários bens a sua esposa Adosinda, entre os quais “uma villa que chamam de andriati” a confrontar com outras villas que enumera: Mafamude, Fornellos, Pausata, kaldellas e Santa Eulália, no território gironzo”.
Da presença de povos primitivos, os topónimos Aregos e Antas, entre outros.
Da época dos romanos, Caldas, Cimo de Vila, Anho Bom, Pousada, Palma, Fornelos e Paço de Fornelos.
A presença dos árabes por cá, ficou documentada nos topónimos Mafamude e Alcavalas.
Da época medieval, existem inúmeros documentos de doação de propriedades a Igrejas e Ordens Religiosas.
Os documentos mais elucidativos sobre os lugares e os senhores das propriedades da freguesia e os foros que então pagavam, são as “Inquirições” de D. Afonso III, em 1258, e as de D. Dinis, em 1288.
Outro documento importante sobre a freguesia de Anreade é o “Foral Novo”, dado pelo rei D. Manuel I ao concelho de Aregos, em 1 de Setembro de 1513. Nele são nomeados diversos lugares e senhorios, onde o rei e a coroa tinham direitos.
Em tempos medievais, fizeram parte da freguesia de Anreade as actuais de Miomães e S. Romão. Miomães ter-se-á tornado independente no século XIII e S. Romão já no século XVI.
Durante toda a Idade Média e Moderna, Anreade fez parte do antigo Concelho de Aregos, criado por foral de D. Afonso Henriques, em 1183. A sede do concelho - câmara, cadeia e forca - no século XVIII, estava localizada em Anreade, no actual lugar do Concelho. Do mesmo concelho de Aregos, faziam parte as freguesias de Miomães, Freigil, S. Romão, Ovas, Panchorra e S. Cipriano.
Quando, em 1855, os governos liberais extinguiram o concelho de Aregos, Anreade passou a fazer parte do actual Concelho de Resende.
O Cemitério Paroquial, construído em 1875 pelo pedreiro Manuel Cardoso Júnior, de Miomâes, que arrematou a obra à Junta da Paróquia por 380 mil réis, foi ampliado por volta de 1930, sendo ao tempo presidente da Câmara o Dr. Manuel Rebelo Moniz, da Casa do Monte.  No cemitério, ao lado da Capela de S. Pedro, encontra-se o túmulo da famosa “Santa de Anreade”, com a data de 1688.
A Junta de Freguesia, presidida por António Correia, construiu a sua Sede, em 1986.
A mesma Junta, sob a presidência de José Manuel Correia, ergueu a Capela Funerária, em espaço cedido pela Comissão Fabriqueira da Paróquia ao cimo do quintal da residência, no ano 2009. (1)

 

O nome da freguesia

Nos documentos medievais, o nome da terra aparece com as formas “Antreati”, “Andreati”, Andriadi” e “Anriadi”.
Como vem sempre com a forma do genitivo latino (terminada em i), significando posse, não restam dúvidas de que o nome da terra teve origem no nome de um importante senhor romano – “Antreatus” – que terá colonizado esta terra, nos tempos da conquista e da romanização da Península. (1)

 

O Brasão

O brasão que representa a freguesia tem no primeiro quartel representado um peixe; no segundo, uma torre; e no terceiro, um barco rabelo navegando pelo rio.
O peixe lembra uma das principais actividades da freguesia – a pesca – e as diversas pesqueiras que havia no rio, propriedade das principais casas senhoriais existentes na freguesia.
A torre é uma alusão ao castelo de Aregos a que as “Inquirições de D. Afonso III” se referem, e que estaria situado nas alturas da Alagunta.
O barco rabelo recorda-nos os saudosos barcos que circulavam no rio, abaixo e acima, sirgados no regresso por potentes juntas de bois, e os inúmeros homens de Anreade que neles ganhavam o seu pão como arrais ou marinheiros.
Nota: Todos os símbolos dos brasões das freguesias do concelho foram sugeridos pelo Pe. Joaquim Correia Duarte. O desenho artístico de todos deve-se à arte do pintor José Maria Soares, entretanto falecido, que foi professor na Escola Secundária e era natural de S. João de Fontoura. O duplo trabalho aconteceu no ano de 1995.


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1) ---Informações recolhidas no livro “RESENDE E A SUA HISTÓRIA”, de Joaquim Correia Duarte, 2º volume, p. 41- 48

Anreade é uma freguesia portuguesa do concelho de Resende, com 5,50 km² de área e 1 114 habitantes (2011). Densidade: 202,5 hab/km².